Palestrante Motivacional para o Desenvolvimento Pessoal e Profissional


Embora as pessoas de um modo ou de outro quer queiram quer não queiram quase sempre estejam interagindo uma com as outras, não se pode dizer com toda a certeza que elas estejam, no sentido lato da palavra, desenvolvendo um bom relacionamento interpessoal, porque o relacionamento interpessoal vai além do simples diálogo, da simples interação entre duas ou mais pessoas. O relacionamento interpessoal, verdadeiramente bem-sucedido, do ponto de vista 

O Relacionamento Interpessoal

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da comunicação eficaz, significa muito mais que o simples ato de dialogar um com outro. Ele ultrapassa este simples ato porque outras variáveis estão em jogo, como por exemplo, a simpatia ou a antipatia, a sinceridade ou a insinceridade, a empatia ou a falta dela, a atenção ou falta de atenção durante o processo de comunicação e expressão de ideias, sentimentos, pensamentos e emoções diversas. Quando estamos, durante uma conversa, diante de um interlocutor simpático, tendemos a encarar o relacionamento interpessoal como algo positivo; todavia, se estamos diante de alguém antipático ficamos torcendo para que a pessoa desapareça de nossa frente o mais depressa possível, não é verdade? Se alguém com quem nos relacionamos é sincero conosco temos a predisposição a encarar o diálogo como algo proveitoso e torcemos para que a conversa estique; porém, se há insinceridade, tendemos a querer sair correndo, fugir, afinal de contas, quem é que merece conversar com alguém fingido e falso?
Quando estamos conversando com alguém e durante a interação percebemos que nosso interlocutor consegue se colocar em nosso lugar para, com empatia,  saber o que estamos pensando ou sentindo temos a tendência a manter o relacionamento interpessoal como produtivo, queremos sedimentar a amizade, criar  vínculo com a pessoa com quem nos relacionamos. Por outro lado, se estamos diante de alguém que não consegue, em nenhum momento, estabelecer um rapport, uma sintonia conosco por causa do narcisismo e egocentrismo a tendência é que nos distanciemos desta pessoa. Se a falta de simpatia, a insinceridade e a falta de empatia truncam o diálogo e não favorecem o bom relacionamento interpessoal, imaginem um diálogo com alguém que não presta atenção naquilo que lhe transmitimos durante o processo de comunicação que está havendo entre nós. O resultado deste comportamento pernicioso e egocêntrico só poderia levar a uma situação desagradável e antissocial: o interlocutor tende a não querer manter, em hipótese alguma, o diálogo tampouco alimentar o relacionamento interpessoal.  
Existem vários motivos importantes para a manutenção do bom relacionamento interpessoal,  dentre eles, nós podemos citar, por exemplo, o problema da flexibilização. Como se sabe a flexibilização, conforme sua tradução em versão de dicionário, é a característica do que é flexível, ou seja, aquilo que consegue se dobrar com facilidade; maleável. Também pode significar algo que se move com facilidade e agilidade, ou que possui fácil manuseio. Do ponto de vista da comunicação e do relacionamento interpessoal a flexibilização significa ser tolerante, ser  maleável, suportar uma teimosia, ter a coragem e dar o braço a torcer e fazer vista grossa para o antipático, para aquele que não tem empatia, não execrar o insincero, suportar o narcisismo daquele que não presta atenção a nossos argumentos durante uma conversa; enfim, estar, em alguns momentos, disposto a perder espaço e tempo durante a conversação, para depois ganhar. Ser flexível significa aceitar a inexperiência alheia sem falsidade [porém estar disposto a ajudar a outrem a obter experiência em alguma coisa], significa também compreender as dores que sofrem os ignorantes por causa do comportamento explosivo e brutalidade decorrente, muitas vezes, de uma vida sem carinho e sem atenção.  Ser flexível significa ser tolerante com aqueles que ainda não aprenderam a refletir antes de fazer alguma coisa optando, inversamente, por fazer as coisas, impensadamente, para depois refletir sobre elas, o que os leva, inúmeras vezes, a enfrentar situações constrangedoras e desagradáveis. 
Por fim, no relacionamento interpessoal uma pessoa é afetada quando o seu semelhante é afetado, quando mais nos relacionamos bem e nos conectamos, saudavelmente, com os outros nos tornamos cada vez mais humanos, nos tornamos mais gente, pé no chão, menos individualista, mais humilde. Inclusive, a palavra “humilde” significa, do ponto de vista de sua etimologia, curvar-se diante do outro em sinal de submissão, não no sentido de covardia e demonstração de inferioridade, mas sim o ato de estar pronto para servir. Servir é diferente de ser servido. Como se vê o bom relacionamento interpessoal gera quatro tipos distintos de sentimentos e emoções: afetamento, humanização, humildade, servilismo. Pelo afetamento, qualidade de afeto, nós praticamos a virtude do amor – o maior dentre todos os sentimentos de que todos nós somos possuidores; pela humanização, desenvolvemos não só nosso espírito de altruísmo, mas também nosso poder de ser homem e ser gente como sempre gostamos de ser tratado pelos outros; por meio da humildade, demonstramos que tudo o que sabemos é muito pouco e que o desconhecido é muito mais do que pensamos; pelo servilismo humanitário demonstramos nossa caridade diante do outro.  Engajando-se nestas virtudes nós  nos tornamos mais flexíveis.